Viajar de carro na Suíça passando pelo lago de Genebra

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Depois de acordarmos da noite pós-1900km (embora o artigo anterior descreva apenas a viagem em França, desde Andorra até Grenoble, estávamos ansiosos por voltar à estrada para começarmos, verdadeiramente, a viajar na Suíça. Mas, para isso ainda tínhamos que percorrer os 134km que separavam Grenoble da fronteira em Bardonnex (GPS 46º08′54.71N  6º05′44.17E).

Saímos cedo e encontrámos um mercado nos arredores da cidade, onde nos abastecemos de queijos, pão e fruta. Belo pequeno-almoço! Gosto sempre de visitar os mercados, grandes ou pequenos quando estou a viajar. Conhecer os produtos regionais e trocar umas palavras com os locais. Ver como vivem e como interagem. Simpáticos, os franceses neste mercadito.

Depois de provarmos as compras à beira da estrada  continuámos por estradas muito bonitas, ladeadas de vinhas muito cuidadas que sobem e descem os montes.

Para passarmos a fronteira com a Suíça não sabíamos se tínhamos que mostrar, pelo menos, os nossos bilhetes de identidade de cidadãos da União Europeia. Parou um carro à nossa frente e ficou a conversar com os guardas fronteiços. A nós mandaram-nos seguir.

A Suíça é um país de pluralidades e muito sui generis. Oficialmente chamado Confederação Helvética, é um pequeno estado confederal no centro da Europa constituído por 26 estados autónomos, designados por cantões. A Suíça tem um sistema único no mundo de democracia directa, em que toda a população (cerca de 7,5 milhões de habitantes) pode participar na vida política, através da realização de referendos quer a nível federal, quer a nível cantonal.

Num desses referendos a população decidiu que não haveria adesão à União Europeia. Daí a nossa dúvida em relação à passagem na fronteira. Mas a Suíça sempre foi especialista em manter a sua neutralidade política, mesmo durante as grandes guerras. Continua um país perfeitamente demarcado das políticas da União Europeia mas as suas fronteiras estão abertas à circulação praticamente sem controlo.

A sua cultura é, acima de tudo, marcada pela diversidade linguística. Tem oficialmente quatro línguas: o alemão, o francês, o italiano e o romanche, falados, respectivamente, em 63.7%, 20.4%, 6.5% e 0.5% do território. Esta diversidade linguística surge, claro está, por influência dos estados vizinhos.

A sociedade suíça tem-se mantido bastante permeável à imigração de grandes grupos estrangeiros, sobretudo portugueses, espanhóis, italianos, sérvios e albaneses. Este factor tem, pois, contribuído para a penetração de ainda mais línguas estrangeiras.

Neste momento é uma das economias mais ricas do mundo, sede de inúmeros bancos privados e de organizações internacionais na sua capital administrativa, Berna. A sua moeda é o Franco Suíço (CHF). A nível económico as áreas mais importantes são os materiais de precisão (motores, jactos e relógios), a indústria química, os serviços de seguros internacionais, os produtos lácteos (queijo e chocolate) e o Turismo. Quem não ouviu falar dos relógios Swatch (Swiss watch…) e do chocolate suíço?

Com uma área de 41.285 km², 1.740 são cobertos por lagos e rios e 8.787 por áreas improdutivas como montanhas. Tem uma grande diferença de altitudes, que variam dos 195 metros até mais de 4000 metros. Deste modo se explica uma grande diversidade de climas e dos respectivos animais e plantas que neles habitam. A Suíça é um país bastante preocupado com as questões ambientais, sendo um exportador de energia eléctrica.

É, sem dúvida, um dos países mais bonitos que já visitei. A paisagem é de montanhas verdes com os topos mais altos brancos de gelo e neve com grandes lagos no meio, tudo muito ordenado e limpo, no campo e na cidade.

Depois de termos cruzado a fronteira com a França, rumámos em direcção à capital suíça mas não entrámos na cidade. Estávamos mais interessados em percorrer as estradas do lado Noroeste e Norte do lago Léman (ou lago de Genebra). É o segundo maior da Europa Ocidental (o primeiro é o lago Balaton, na Hungria). O lado sul já pertence à França e a fronteira passa no meio.

Já no extremo Leste iríamos viajar na Suíça pelo Château de Chillon, até Interlaken.

Se só agora descobriu o Foto Viajar, leia tudo sobre esta aventura a viajar na Europa (8.000 km), desde o início.

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