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O British Museum (Museu Britânico) fascina-me. Quando viajo não sou muito de visitar museus; prefiro perder-me nas ruas e nos mercados e ver as caras das pessoas reais, vivas. Mas os museus podem, sem dúvida, mostrar-nos um pedaço da cultura dum país, duma região ou mesmo do mundo. A solução é aprendermos, antes de partirmos, se vale ou não a pena usarmos o nosso precioso tempo a percorrer corredores a olhar para vitrines. No caso do British Museum (Museu Britânico) considero que é quase obrigatória uma visita.

O British Museum, fundado em 1753 após a aprovação do rei George II, foi o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo, tendo sido fundamental no estabelecimento do método museológico.
Aberto em 15 de Janeiro de 1759, reuniu três colecções: a Cottonian Library (colecção de manuscritos medievais de Sir Robert Cotton), os manuscritos da colecção do Conde de Oxford, e a enorme colecção de Sir Hans Sloane (composta de antiguidades clássicas e medievais, moedas, manuscritos, livros, quadros e gravuras, etc).
O British Museum viria a combinar exposições (para entretenimento educacional do público em geral) com uma biblioteca (para pesquisa de um público erudito e académico). Esta combinação de características é, hoje, considerada como praticamente obrigatória para qualquer museu.
O facto do nome do museu representar bem o seu carácter nacional tem uma razão muito forte. A partir do desenvolvimento do Museu do Louvre (Paris), chamado inicialmente Musée Napoléon , a rivalidade entre os dois países passou pela constituição do “museu nacional”. Com a capitulação de Napoleão, houve um superior estímulo para a reconstrução do British Museum (para além do crescimento considerável das suas colecções).
A tentativa de reunir todos os tipos de colecções possíveis foi uma forma de apresentar, através de objectos, todo o conhecimento da humanidade. Mas o enorme número de objectos distintos viria a tornar necessária a transferência de algumas colecções para a National Gallery (Galeria Nacional – 1824) e para o Natural History Museum (Museu de História Natural – 1880).
Hoje em dia, podemos encontrar no British Museum mais de sete milhões de objectos de todos os continentes. No entanto, nem todos os artefactos estão em exposição devido à falta de espaço para os exibir. Muitos estão armazenados nos depósitos situados nos porões do museu.
Algumas das peças mais famosas expostas são os frisos do Partenon de Atenas (conhecidos como a colecção de mármores de Elgin) e a Pedra de Roseta. Este último artefacto é um bloco de granito negro que proporcionou aos investigadores um mesmo texto escrito em egípcio demótico, grego e em hieróglifos egípcios. Foi este texto da Pedra da Roseta que forneceu a chave para se decifrarem os hieróglifos a partir do grego antigo, que era muito conhecido pelos historiadores.


Em Dezembro de 2000, foi inaugurado o Great Court, a maior praça coberta da Europa, que ocupa o espaço central do edifício, ao redor da Reading Room (Sala de Leitura) da Biblioteca.



Assim como muitos outros museus e galerias do Reino Unido, o British Museum tem entrada gratuita, excepto em algumas exposições temporárias especiais. Está aberto todos os dias entre as 10 e as 17.30 mas, às quintas e sextas, fecha apenas às 20.30. Dispõe de um restaurante com comida pronta dentro do edifício para nem sequer termos que sair para comer. As mesas do Great Court podem ser ocupadas livremente por quem trouxer o seu próprio lanche.
O British Museum possui um serviço educativo responsável por apresentações didácticas da colecção para escolas, famílias e adultos. Também oferece um curso de pós-graduação sobre arte clássica e decorativa da Ásia.
O British Museum é, na minha opinião, um lugar interessantíssimo que permite que os visitantes tomem contacto com as mais variadas formas de arte de todo o mundo, ao longo dos séculos. Se não tiver muito tempo para o explorar, escolha uma das galerias para ver com atenção ou percorra os corredores em passo apressado.
Mas o ideal mesmo seria passar uma tarde no British Museum e ir lendo todas as legendas e pequenas explicações em cada uma das peças. Para conhecer o British Museum mais em detalhe, pode seguir algumas propostas de itinerários ou tours (1 hora, 3 horas, objectos para ver com crianças) ou solicitar visitas guiadas (guias audio, visitas de grupos, visitas guiadas e visitas guiadas grátis (feitas por voluntários e com a duração de 30 a 40 minutos).
A morada do British Museum é Great Russell Street, London, WC1B 3DG. Para lá chegar, o melhor é ir de metro (Tube). As estações mais perto são:

Enquanto não chega a oportunidade de visitar Londres e o British Museum, em pessoa, fica aqui uma pequeníssima amostra do que poderão encontrar.
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May 11th, 2009 on 12:19
Que espectáculo! Será que é este ano que lá vou?
Obrigada pelo teu blog e pelas informações detalhadas!
June 16th, 2010 on 2:26
Já estou na fase da reserva de voos. É desta que vou a Londres. Obrigada pelas dicas. Tenho imensa curiosidade em visitar o Museu do Sherlock Holmes e de História Natural.
Depois “posto” a minha experiência.
June 18th, 2010 on 4:38
Vou ficar à espera do seu relato a viajar em Londres, Rita.
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