Amesterdão, Bruxelas, Paris – Roteiro de viagem

Um roteiro de viagem Amesterdão, Bruxelas, Paris em poucos dias? Porque não? Na verdade, a proximidade destas capitais europeias permite visitar as três em apenas cerca de uma semana e, ainda assim, ficar com uma noção bastante boa do que cada uma delas tem para oferecer… Para voltar a viajar para apenas uma algum tempo depois.

Amesterdao Bruxelas Paris
Vamos até Amesterdão, Bruxelas, Paris!

Este roteiro Amesterdão, Bruxelas e Paris corresponde a uma viagem que eu próprio fiz. Conheça, desde já, alguns dos factos. Os preços indicativos correspondem às despesas de duas pessoas. As dormidas foram em quartos duplos de hotéis no centro das cidades.

  • 9 dias de viagem (8 a 16 de fevereiro de 2013)
  • Amesterdão/Amsterdã: 3,5 dias
  • Bruxelas: 2 dias
  • Paris: 3 dias
  • Duas pessoas (casal)
  • Voo Lisboa-Amesterdão e voo Paris-Lisboa: 245 Euros na Easyjet
  • Comboio TGV Amesterdão-Bruxelas: 50 Euros na Fyra
  • Comboio TGV Bruxelas-Paris: 118 Euros na Thalys

Ao contrário do que já escrevi sobre Londres ou Barcelona, este Roteiro de viagem Amesterdão, Bruxelas, Paris não é um guia passo a passo do que visitar. O que lhe posso dizer é que visitei todos os lugares que lhe descrevo aqui nesta mesma viagem. Depois de ler a minha descrição só terá de estabelecer as suas próprias prioridades usando outras sugestões de lugares a visitar nas cidades.

Os cartões de desconto com entradas em monumentos, utilização livre nos transportes públicos e passagem à frente em filas intermináveis são extremamente úteis. Investigue as opções da Ticketbar para cada uma das cidades. Boas poupanças… de tempo e dinheiro!

Roteiro de viagem Amesterdão/Amsterdã, Holanda

Muito provavelmente vai chegar a Amesterdão/Amsterdã através do Aeroporto Internacional de Schiphol e seguir para o centro da cidade de comboio/trem. São 15 minutos até à Estação Central de Amsterdão e mais 10 a pé até à conhecida Praça Dam. O ideal seria ter o seu hotel em Amesterdão neste percurso para aproveitar o tempo ao máximo na localização certa.

Amesterdao Praca Dam
Praça Dam, centro de Amesterdão

O centro histórico é relativamente pequeno, pelo que pode (e deve) andar sempre a pé. Uma das primeiras coisas em que vai reparar é, obviamente, no enorme número de bicicletas. A propósito, tenha muito cuidado com as bicicletas. São silenciosas e aparecem vindas de todos os lados…

Outra coisa que salta imediatamente à vista é o facto de muitas casas serem extremamente estreitas. Isto deve-se ao pouco espaço para construção devido aos canais nesta zona. Desde muito cedo começou-se, então, a construir na vertical. Estas pequenas “casinhas” dão um aspeto muito acolhedor a Amesterdão e a arquitetura é bonita e interessante. Como o é o contraste entre o antigo e o moderno que encontrará.

Para mim, Amesterdão é uma cidade encantadora e muito diferente de outras para as quais muitos viajantes visitam como Londres, Veneza, Berlim, Barcelona ou Paris. Não sei porquê mas parece-me acolhedora, mesmo durante o frio inverno. E quando o sol aparece chega quase sempre às ruas, já que os prédios são baixos.

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Canal de Amesterdão, Holanda

As tais ruas de Amesterdão são sempre muito movimentadas no centro. Mas a tranquilidade ainda está presente nos pátios interiores mais recentes ou nos mais históricos como o Begijnhof, onde também encontramos a Engelse Hervormde Kerk (Igreja Reformista Inglesa).

Por aqui e por ali, damos de caras com lojas de queijos. Cheese and More e De Kaaskelder são apenas dois exemplos. Uma perdição para os amantes deste petisco. Com um bocado de sorte (e pouca-vergonha) é quase possível lanchar à custa das diversas amostras de degustação, em algumas ocasiões com tostas ou pão incluídos. Eu perdi-me de amor pelo queijo com cominhos e outro com sabor a tomate e manjericão. E vieram para casa uns exemplares para comer e oferecer. Amesterdão trata-nos bem…

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Loja de queijos em Amesterdão

Na Holanda não podem faltar as flores. Milhares, milhões. Um dos melhores sítios para as ver e comprar é no Mercado de Flores do canal Singel, bem perto do local onde este se encontra com o Rio Amstel e da Munttoren (Torre da Moeda), na Praça Muntplein, no fim oriental de uma das mais afamadas ruas de compras de Amesterdão, a Kalverstraat. Não e viável trazer flores para casa desde Amesterdão? Então, traga sementes ou bolbos, um pouco da Holanda na sua mala de viagem.

Amsterdão Amesterdã
Mercado de Flores do canal Singel, Amesterdão

Dê lá por onde der, é mais que certo que se perca (literalmente e de amores) pelos canais e suas respetivas “mil e uma” pontes. Com um pouco de sorte irá acabar o dia com as cores do pôr do sol a incidir nas árvores e na parte superior das casas quando estiver mesmo a meio de uma ponte. Ponha-se a jeito!

Uma das zonas mais extraordinárias para se ir é o bairro Jordaan onde vai poder assistir à vida a passear em Amesterdão à sua volta. Para começar, pessoas de todas as idades e cores vão passar por si de bicicleta. Páre um pouco a observá-las. Eu fiquei completamente viciado em tirar-lhes fotografias… Na maioria das vezes ganhei um sorriso em troca.

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Passeio familiar no bairro Jordaan de Amesterdão
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Mãe e filha de bicicleta no Vondelpark, Amesterdão

No fotogénico bairro Jordaan encontrará imensas pequenas lojas, especialmente numa d’As Nove Ruas, conhecidas pelos locais como “De Negev Straatjes”. Entretenha-se nas lojas vintage, nas de designers ou de uma qualquer especialidade que lhe agrade. Depois, abrigue-se num acolhedor café ou procure uma esplanada.

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Uma “d’As Nove Ruas” do bairro Jordaan de Amesterdão

Vale a pena entrar na Noorderkerk, uma igreja protestante do século XVII. Antes (ou depois) pode explorar o mercado de comida biológica Noordermarkt (Sábados, 9-13h) ou o tradicional Westerstraat market, também conhecido por Westermarkt, onde se encontra roupa e não só (Segundas, 9-13h).

Algo que deixa qualquer pessoa curiosa em relação a Amesterdão/Amesterdã é o seu lado mais “obscuro”. As sex shops, por exemplo, são bastante fáceis de encontrar por acaso. Nas zonas mais tranquilas e com turistas o ambiente lá dentro é perfeitamente descontraído e é impossível não encontrar algum artigo que nos faça rir. De igual forma, é extremamente simples encontrar as famosas Coffee Shops, já que há mais de 200 em Amesterdão.

Damstraat Wallen Amesterdã
Damstraat, a caminho do Red Light District de Amesterdao

O conhecido De Wallen, De Walletjes ou Bairro da Luz Vermelha corresponde à zona de prostituição legalizada. Toda a gente já ouviu falar deste lugar. Para ir até às estreitas ruelas perto da Oude Kerk (Igreja Velha) basta seguir a Damstraat a partir da Praça Dam, a principal da cidade. Esta rua está sempre cheia de gente, normalmente turistas, devido ao grande número de restaurantes e lojas.

Quanto a museus, a escolha em Amesterdão é vasta. Como o tempo era curto e o objetivo duma primeira visita à cidade era ficar com uma ideia geral, acabei por me concentrar no interessante Museu de Amesterdão. Aqui, ficamos com uma noção bem clara do passado, presente e futuro da cidade, assim como percebemos a razão de ser de muitas coisas que vemos pelas ruas e como a sociedade se foi estruturando.

Encontrei por acaso (e a uma hora em que estava quase a fechar e já não daria para fazer muito mais nesse dia) o Huis Marseille, uma fundação dedicada à fotografia numa antiga casa de um antigo mercador francês rico.

Estive ainda à porta de três outros museus.

  • Anne Frankhuis (Casa de Anne Frank) – a casa onde esta se escondeu dos Nazis durante a Segunda Guerra Mundial e onde escreveu o revelador diário que conhecemos hoje. Se a quiser visitar terá de chegar bem cedo ou esperar um bom bocado na fila.
  • Museu Stedelijk – arte contemporânea num edifício com arquitetura muito interessante.
  • Joods Historisch Museum (Museu Histórico Judaico) – como o nome indica, mostra-nos a história e a cultura judaica nos Países Baixos. É nesta zona que encontramos também a Sinagoga Portuguesa de Amesterdão, construída no século XVII para que os judeus portugueses (e espanhóis) que haviam fugido da Inquisição no século anterior pudessem ter o seu culto.

Perto deste último museu está o Waterlooplein Market, uma feira da ladra onde tudo se vende, na rua com o mesmo nome. Quem gosta de fazer compras em viagem? Se quiser ver centenas de pessoas a correr ou andar de bicicleta num fim de dia mesmo com neve, vá até Vondelpark e desfrute da caminhada.

Descobri ainda um outro lugar fantástico nesta viagem, Zaanse Schans, nos arredores de Amesterdão/Amesterdã. Esta espécie de museu a céu aberto é uma das mais populares atrações turísticas da Holanda mas havia muito poucos visitantes quando lá estive. Talvez por causa do frio…

Amesterdao Zaanse Schans
Zaanse Schans, Amesterdão

Zaanse Schans fica numa zona muito bonita perto do rio Zaan onde, desde 1961, tem sido colocada uma coleção de moinhos e outras estruturas bem conservadas. Não pode perder este lugar e entrar em alguns dos moinhos para perceber o porquê de todos nós os termos bem presentes quando pensamos na Holanda. Pode entrar no museu e noutras casas onde há artesãos a fazer, por exemplo, as típicas socas de madeira holandesas. Como em Amesterdão… Prove os queijos!

Zaanse Schans Amesterdao moinhos
Moinhos de Zaanse Schans, Amesterdão

A melhor forma de chegar a Zaanse Schans é apanhando o comboio/trem desde a estação Amsterdam Central até à de Koog-Zaandijk. A viagem leva 17 minutos. Depois, mais um passeio de 15 minutos a pé até lá chegar.

No dia da sua partida, é também da estação Amsterdam Central que o seu comboio/trem sairá para Bruxelas.

O que visitar em Amesterdão na próxima viagem

Esta lista inclui lugares já referidos por onde apenas passei e vi do lado de fora e outros destaques para visitar em Amesterdão/Amesterdã numa próxima ocasião.

  • Koninklijk Paleis Amsterdam – um dos três palácios reais de Amesterdão
  • Museumplein – quarteirão dos museus, onde encontramos as duas próximas atrações
  • Rijksmuseum – arte da era dourada holandesa, incluindo obras de Rembrandt
  • Museu Van Gogh
  • Het Scheepvaart Museum – Museu Marítimo Nacional
  • Amsterdam Brown Café – um café histórico
  • Heineken Experience – se gosta de cerveja, já percebeu do que se trata
  • Amsterdams Verzetsmuseum – Museu da Resistência
  • Museum Het Rembrandthuis – casa e estúdio de Rembrandt

Roteiro de viagem Bruxelas, Bélgica

Seja qual for a estação onde o seu TGV o deixe, muito provavelmente, o seu hotel em Bruxelas fica mesmo no centro. Por isso, se estiver longe, o melhor é usar outra vez o comboio ou o metro até à estação Bruxelles-Central e sair mesmo no coração da cidade.

Comparado com outras capitais europeias, o centro de Bruxelas é relativamente pequeno. Por isso, assim que largar as malas no hotel, vai imediatamente começar a encontrar o que procura. Mais uma vez, o meu objetivo será simplesmente “passear” como um local faria e aproveitar o pouco tempo de que dispõe.

Grand Place Bruxelas
Grand-Place (Grote Markt), centro de Bruxelas

Começamos aqui… Bem-vindo à Grand-Place! Victor Hugo, autor de “Les Misérables” e de “Notre-Dame de Paris”, considerava-a a mais bela praça do mundo. Eu não iria tão longe, mas lá que é impressionante… é. Este lugar património mundial UNESCO representa o melhor da arquitetura belga do século XVII. Fique bem no meio e rode sobre si próprio para ver aquilo a que me refiro. Entre os edifícios que verá estão o Hôtel de Ville (Câmara Municipal de Bruxelas) e a Casa do Rei.

Bem perto da Grand-Place (ou Grote Markt) está o Manneken-Pis, talvez a estátua mais fotografada da cidade. O tamanho de apenas 60cm e o papel preponderante duma peça de um menino a urinar faz parte do folclore de Bruxelas e do bom-humor que reina por aqui. Quando o vi estava nu mas o menino tem algumas centenas de fatos, com os quais o vestem várias vezes por semana. Desde Presidente da Câmara de Bruxelas a judoca ou marinheiro.

Manneken-Pis Bruxelas
O famoso Manneken-Pis de Bruxelas…

Já de noite, dei por mim a visitar uma galeria comercial ao estilo de Bruxelas. Ou melhor, ao estilo italiano Cinquecento em que foi construído. Chama-se Galeries Royales Saint-Hubert e tem uma arquitetura e um conjunto de lojas sensacionais.

Galerias  Bruxelas
Loja de chocolates nas Galeries Royales Saint-Hubert, Bruxelas

Enquanto visitar Bruxelas, os dias podem começar e acabar em redor da Grand-Place. É louco por todo o tipo de doces? Veio ao lugar certo! Perca-se com os chocolates em lojas mais baratas ou nos chocolatiers de renome. Devore macarons de todas as cores e sabores. Prove e prove.

Não se esqueça dos conhecidos “waffles”, que na Bélgica têm buracos maiores. Para encher com… o que lhe apetecer. Já que estamos a falar de comida, que tal uma cerveja belga com um prato barato igualmente tão… belga? Sabia que um dos “pratos tradicionais” da Bélgica consiste em simples batatas fritas?

Comida Bruxelas
Carrinha com waffles (gaufres) nas ruas de Bruxelas

A história é longa mas eu abrevio. Era costume fritar pequenos peixes no Vale de Meuse mas nem sempre se pescavam. Em substituição, fritavam-se batatas. As primeiras “Fritures”, lojas take-away, surgiram na segunda metade do século XIX e foram descobertas pelos muitos soldados britânicos que estiveram na Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial. Estes associaram-nas à língua falada pelo exército belga e chamaram-lhes “French Fries”… O mundo é injusto! Quanto visitar Bruxelas tem mesmo que entrar numa dessas “Fritures” e provar as batatas fritas com um molho à sua escolha e a tal cerveja.

Monte Artes Bruxelas
Monte das Artes, Bruxelas

Uma boa forma de iniciar um dia em Bruxelas é no fotogénico Monte das Artes, ladeado pela Biblioteca Real da Bélgica e pelo Palácio do Congresso. Suba as escadas monumentais para ter uma vista da torre da Câmara Municipal de Bruxelas na Grand-Place. Quem sabe até da Basílica Koekelberg, se tiver sorte com o dia. Continuando a subir pela cidade, o difícil é não encontrar monumentos.

  • Museu de Instrumentos Musicais (Musée des Instruments de Musique)
  • Praça Real (Place Royale)
  • Museu Magritte (Musée Magritte)
  • Parque de Bruxelas (Parc de Bruxelles)
  • Palácio Real de Bruxelas (Palais Royal de Bruxelles)
  • Palácio das Academias (Palais des Académies)
  • Museus Reais de Belas Artes (Musées Royaux des Beaux Arts)
palacio Bruxelas Belgica
Palácio Real de Bruxelas

Estava imenso frio em Bruxelas. Por isso, acabei (acabámos) por entrar no Museu de Instrumentos Musicais (a minha mulher é violoncelista). A coleção de 8000 instrumentos é incrível. E os edifícios também, um de estilo art-nouveau e outro neo-clássico.

Museu Instrumentos Musicais Bruxelas
Museu de Instrumentos Musicais, Bruxelas

Descendo a Rue de la Régence chega-se à Igreja da Nossa Senhora das Vitórias de Sablon (Église Notre Dame Du Sablon), onde entrei para ter tréguas do frio e admirar os vitrais.

Sablon Bruxelas
Igreja da Nossa Senhora das Vitórias de Sablon, Bruxelas

Na última manhã em Bruxelas foi tempo de visitar o Parque Heysel (sair na estação de metro Heysel), onde se realizaram as feiras internacionais de 1935 e 1958. Da primeira ficou o Palácio do Centenário (Palais du Centenaries); da segunda, o Atomium, sem dúvida o edifício mais grandioso do parque.

O Atomium é, simplesmente, um modelo de um átomo com 102m feito de crómio e aço. Uma molécula de ferro aumentada muitos milhões de vezes, com 9 esferas de 18m de diâmetro interligadas. É possível subir ao topo e andar no interior mas eu não o fiz. Por ter pouco tempo e porque me pareceu que a estrutura é mais impressionante desde o chão.

Atomium Bruxelas
Atomium, Bruxelas

O seu comboio/trem para a etapa seguinte deste roteiro será, provavelmente, de Bruxelles-Midi a Paris Nord (Gare du Nord). Boa viagem.

O que visitar em Bruxelas na próxima viagem

Esta lista inclui lugares já referidos por onde apenas passei e vi do lado de fora e outros destaques para visitar em Bruxelas numa próxima ocasião.

  • Hôtel de Ville – Câmara Municipal de Bruxelas
  • Maison du Roi – Casa do Rei, onde poderá descobrir a História de Bruxelas
  • Centre Belge de la Bande Dessinée – Centro Belga da Banda Desenhada
  • Koekelberg Basilica – a quinta maior igreja do mundo, em Art Deco
  • Musées Royaux des Beaux Arts – Museu de Arte Antiga e Museu de Arte Moderna
  • Musée du Cacao et du Chocolat – Museu do Cacau e do chocolate
  • Musée Horta – museu sobre o mais famoso arquiteto Art Nouveau na casa onde viveu e trabalhou
  • Parlamento Europeu

Roteiro de viagem Paris, França

A partir da Gare du Nord terá ligações de metro até qualquer zona da capital francesa. As minhas zonas preferidas para reservar hotel em Paris são no Quartier Latin e perto da Torre Eiffel (nos Invalides, por exemplo). Com apenas 3 dias para ver uma cidade tão grande como Paris, a localização é muito importante. Mesmo que o metro nos leve a qualquer parte.

Com a perfeita consciência de que não vamos ver “tudo” nestes poucos dias, vou descrever o que eu consegui fazer e ver nesta primeira viagem.

Com o comboio/trem Bruxelas-Paris a chegar no início da tarde, e depois de largar as malas no hotel, o destino óbvio foi imediatamente a Torre Eiffel, o maior símbolo, o ícone de Paris construído para a Exposição Universal de 1889. Vindo da estação de metro École Militaire, assim que se entra nos campos verdes do Champ de Mars vê-se logo a torre, as pessoas a tirar fotografias e a descansar na relva, os velhotes a jogar à petanca, as crianças a brincar ou a andar de bicicleta.

Torre Eiffel Paris
Champ de Mars e a Torre Eiffel, Paris

Ao subir ao terceiro nível da Torre Eiffel às cinco da tarde (inverno), o espetáculo foi a triplicar. A cidade estava mesmo lá em baixo com a luz do dia, ao pôr do sol e já com a noite a obrigar Paris a mostrar porque é conhecida como a cidade-luz. Em qualquer destes momentos, as avenidas e o rio Sena desenham o caminho do dia seguinte de forma clara.

Torre Eiffel Paris
Vista de Paris desde a Torre Eiffel
Torre Eiffel Paris noite
Paris à noite desde a Torre Eiffel

Mas o “dia” ainda não tinha terminado. Depois de descer da Torre Eiffel ainda houve tempo para atravessar o Sena pela Pont d’Iéna até ao Jardins do Trocadéro na margem direita, onde a vista para a torre toda iluminada exige uma fotografia.

Paris rio sena
Rio Sena em Paris ao anoitecer

A partir daqui a caminhada teve ainda alguns quilómetros, até ao Arco do Triunfo da Praça Charles de Gaule e seguindo pela mítica Avenue des Champs-Élysées, a mais bela avenida do mundo, segundo os próprios franceses.

Arco Triunfo Paris
Arco do Triunfo, Paris

O segundo dia a visitar Paris começou na Île de la Cité, uma de duas ilhas no rio Sena (a outra chama-se Île Saint-Louis). A Catedral de Notre-Dame de Paris (século XII), com o seu estilo gótico, as suas gárgulas e histórias de corcundas atrai visitantes. Muitos. Não se deixe desencorajar pelas grandes filas. A entrada é grátis e elas desaparecem rapidamente.

Catedral Notre Dame Paris
Catedral de Notre-Dame, Paris

O dia estava tão frio e chovia tanto que a decisão sobre o que fazer a seguir foi… fácil. Seguir para a margem direita do Sena e entrar no Centro Georges Pompidou, um complexo com museu, biblioteca e teatro que é um dos lugares mais visitados em Paris. Qualquer exposição que encontre por aqui vai deixá-lo entretido por horas. A si e às muitas pessoas que se vão sentando no chão a desenhar.

A arquitetura do Centro Georges Pompidou não é propriamente bela mas é um marco da arquitetura high-tech, inspirada na arquitetura industrial e nas novas tecnologias. Um contraste com os edifícios da área de Beaubourg, neste quarto “arrondissement” de Paris.

Cafe Paris
Café Parisiense

Já na rua, andar a pé por esta área (ou qualquer outra de Paris) significa encontrar os cafés de que ouvimos falar. Seguindo paralelo ao Sena, mais à frente está o Museu do Louvre. O edifício Medieval transformado no Renascimento já é magnífico. Mas a combinação com a pirâmide de vidro inaugurada em 1988 no centro do complexo faz com que este seja um lugar único.

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Museu do Louvre, Paris

Por já ser tarde, apenas visitei o átrio subterrâneo e aproveitei para comprar logo os bilhetes para visitar o Louvre no dia seguinte. Tive sorte. Às sextas e quartas o museu fecha às 21.45h em vez das 18.00h de todos os outros dias (encerra às terças). Isto permitiria andar pelas ruas durante a luz do dia e ter um pouco de abrigo na gelada noite de inverno.

Depois de sair do complexo, seguir a Rua de Rivoli leva-nos por arcadas de hotéis e restaurantes de topo até à Place de la Concorde, uma loucura de trânsito e movimento a qualquer hora. À noite, as luzes da Grande Roda junto ao Jardin des Tuileries abrilhantam este cenário. Na praça existem várias fontes, como a Fontaine des Fleuves, e o Obelisco de Luxor no centro.

grande roda obelisco Paris
Grande Roda e Obelisco de Luxor, Paris

O amanhecer trouxe a vontade de ir à parte alta de Paris, a Montmartre, visitar a Basilique du Sacré Coeur (Basílica do Sagrado Coração). Há algumas formas de chegar lá acima mas eu escolhi a mais difícil, ao que parece, pois desde a estação de metro de Abbesses as escadas nunca mais acabavam…

sacre coeur Paris
Sacré Coeur, Paris

O centro de Paris ao longe deixa-nos vontade de fotografar a cada patamar da escadaria quando descemos em direção ao emaranhado de ruas com lojas cheias de gente. Mais à frente, tempo para ver o mítico Moulin Rouge desde o exterior e tirar a foto da praxe.

moulin rouge Paris
Moulin Rouge, Paris

A seguir (não, não é perto), as gigantescas Galerias Lafayette. Não fui às compras. Mas, por dentro, o edifício das Galeries Lafayette Haussmann é incrível. E a paisagem urbana dos telhados da cidade desde a varanda também, inclusivamente da Ópera de Paris, ali ao lado.

galeries lafayette Paris
Galeries Lafayette, Paris

De volta à Île de la Cité com paragem na romântica Pont des Arts (antes do munícipio ordenar que os milhares de cadeados fossem retirados) e um passeio ao longo do rio por entre cafés parisienses e floristas. Depois, uma visita à Conciergerie, o principal vestígio do antigo Palácio da Cidade. Esta foi a residência do poder real da França desde o século X ao XIV. Em 1392, passou a ser a prisão do Estado. Foi aqui que esteve presa a Rainha Maria Antonieta no decorrer da Revolução Francesa, saindo apenas para morrer na guilhotina.

Paris visitar
Ruas de Paris

Quando a noite de inverno já tinha chegado, foi tempo de visitar o Museu do Louvre, com direito a um espetáculo de dança num dos átrios.

Com o voo Paris-Lisboa do dia seguinte a ser logo depois de almoço, a manhã teria de ser ocupada com algo perto do hotel. A escolha foi o Hôtel des Invalides, um complexo de edifícios com museus e monumentos relacionados com a história militar da França e um hospital e lar de veteranos de guerra (Musée de l’Armée, Musée des Plans-Reliefs, Musée d’historie Contemporaine). A Dôme des Invalides é outro dos edifícios deste complexo, uma enorme igreja construída para acomodar o corpo de Napoleão Bonaparte e de alguns heróis de guerra franceses.

Esta viagem acabou. Ainda não voltei a Amesterdão ou a Bruxelas. Mas já estive em Paris novamente.

O que visitar em Paris na próxima viagem

Esta lista é bastante mais difícil de fazer porque Paris é uma cidade enorme. Mas ficam aqui os meus destaques, baseados também no meu regresso à cidade das luzes quando estive na Disneyland, percorri o Vale do Loire e fui até às praias da Normandia.

  • La Sainte Chapelle – Santa Capela (Île de la Cité)
  • Passeio de barco no rio Sena
  • Jardin des Tuileries – faça uma caminhada pelos jardins até ao Museu do Louvre
  • Musée d’Orsay – o segundo museu mais visitado em Paris, numa antiga estação de comboios/trens que exibe obras do Impressionismo e Pós-impressionismo
  • Château de Versailles – Palácio de Versailles, património mundial UNESCO, principal residência dos reis da França desde Louis XIV a Louis XVI (a 1h/1.30h de Paris)
  • Les Carrières de Paris – Catacumbas de Paris, ossuário subterrâneo num complexo sistema de túneis e cavernas
  • Cimetière du Père-Lachaise – cemitério com sepulturas de figuras de culto como Oscar Wilde e Jim Morrison
  • Musée de Cluny – museu medieval num complexo de banhos romanos

Roteiro Amesterdão, Bruxelas, Paris – faça o seu!

Agora que ficou com vontade de seguir este roteiro de viagem Amesterdão, Bruxelas e Paris, o melhor mesmo é ficar já a saber quanto lhe pode custar um hotel nestas cidades. Boas reservas. Boa viagem!

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Como organizo as minhas viagens:

  • As minhas buscas e reservas de voos são sempre feitas no Momondo
  • Para reservar alojamento uso o Booking, onde estão os melhores hotéis e promoções
  • De longe, o melhor site para alugar carro é o Rentalcars
  • Para evitar filas em monumentos e ter transfers de/para aeroportos uso o Ticketbar
  • Especialmente quando viajo para fora da UE, faço um seguro de viagem no Worldnomads

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