Roteiro Interrail Europa, viagem de comboio – Amesterdão, Holanda

A anterior etapa deste Roteiro Interrail (parte 2) tinha sido na Bélgica, passando por Bruges, Gent e Bruxelas. Agora (5 Agosto), depois de mais um almoço no comboio/trem, finalmente chegámos à estação Amsterdam Centraal, Holanda. Esta era a minha segunda vez em Amsterdão (a primeira tinha sido em Outubro  2009, para ir à Maemo Summit).

Desta vez, não iríamos ficar num hotel em Amsterdão mas no melhor sítio de todos nesta viagem de interrail: a casa da Ana. A Ana é uma amiga e colega minha da universidade que nos tinha convidado a ficar com ela em Amsterdão.

Foi muito bom vê-la outra vez (agora que o nosso grupo de amigos está espalhado por diferentes países) e saber que tudo estava a correr bem com o seu estágio na IBM e com os estudos na Vrije Universiteit.

Visitar Amsterdão – dia 1

Depois dum primeiro “olá” e de pormos um pouco a conversa em dia — ela estava a trabalhar a partir de casa naquele dia mas ainda teve tempo para dizer “Ainda bem que vieram hoje porque amanhã vão poder ver a Gay Parade!” — largámos as mochilas na casa da Ana e fomos visitar Amsterdão.

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O tempo estava bom e, por isso, fizemos um passeio de barco durante uma hora pelos canais de Amsterdão (8€/pessoa). Depois disso, comemos um cachorro-quente enquanto eu mostrava à Helena algumas coisas de que me lembrava do que a Ana tinha sugerido na minha primeira vez na capital da Holanda. Escusado será dizer que as ruas tinham muito mais gente em Agosto do que quando lá tinha estado em Outubro. Juntámo-nos à multidão fazendo coisas típicas de turistas.

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Interrail Holanda – Gostam mesmo de bicicletas neste país
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Interrail Holanda – Barcos-casa típicos da Holanda

A Ana juntou-se a nós mais tarde, apresentou-nos o seu namorado Sven e fomos todos jantar à The Pancake Bakery. Aqui pode-se escolher panquecas com praticamente qualquer coisa que se queira, desde morango e chocolate a frango e cebola. Há panquecas para toda a gente neste lugar. Muito bom.

Depois, a Ana e o Sven levaram-nos a dar outro passeio em Amsterdão, desta vez com melhores guias, claro. No caminho para o Red Light District, passámos por um quarteirão cheio de gente que tinha uma grande festa para celebrar a Gay Parade.  Acabámos o passeio a tomar umas bebidas num bar enquanto falávamos acerca das línguas portuguesa, espanhola e holandesa.

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Interrail Holanda – Coisa estranha, ninguém sabe como isto apareceu numa rua de Amsterdão

De volta à casa da Ana, dormimos uma bela noite de sono no sofá dela. A sério, foi a melhor cama onde dormimos na viagem de interrail inteira. Num pequeno aparte, também aproveitei a ligação à internet para evitar outra viagem de trem/comboio aborrecida fazendo o download de um livro.

Antes de partirmos da Corunha pensei que carregar um livro durante a viagem seria peso extra a mais mas arrependi-me disso logo na primeira “etapa”. E como havia eu de ler um ebook se ainda não tinha, na altura, um ebook reader? No meu telemóvel N900! Sim, estava desesperado por um estímulo intelectual a esta ponto. E o livro? Um trabalho Creative Commons de Paul Carr, Bringing Nothing to the Party.

Visitar Amsterdão – dia 2

No dia seguinte, acordámos para aquilo que eu chamaria um “pequeno-almoço para campeões holandeses”! Pá, não sabia que os holandeses tinham uma variedade tão grande de “bombas” calóricas deliciosas. Havia de tudo: manteiga de amendoim misturada com caril de frango (sim, apenas um produto), geleia, cereais com aqueles bocados pequenos de chocolate que eu pensava que se usavam só para decorar bolos…

Na Holanda comem estes bocados de chocolate com pão, depois de uma camada de manteiga. Fico contente por estas coisas deliciosas não estarem disponíveis na minha infância ou pesaria o triplo hoje em dia.

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Interrail Holanda – A casa mais estreita de Amsterdão. Os impostos costumavam ser calculados em função da largura da casa e o dono desta deu mesmo a volta à situação.

Depois deste pequeno-almoço épico, fomos dar outro passeio por Amsterdão. O tempo estava chuvoso pela primeira vez no nosso interrail mas não nos importámos. Levei a Helena à Westergasfabrik, uma antiga fábrica de gás onde a Maemo Summit se realizou. Este lugar é muito agradável, com campos relvados. Queria que a Helena visse os jardins de infância de lá (ela é educadora de infância).

A chuva estava a começar a cair com mais força e quando começámos a regressar a Amsterdão vimos que no canal à nossa frente havia imensas pessoas e barcos decorad0s. A Gay Parade estava a começar. Eu não sou grande fã da Gay Parade (não é que seja contra, simplesmente não acho interessantes este ou qualquer outro desfile) mas a Helena queria ver. Por isso, ficámos a ver os barcos a partir. Depois, todos encharcados, fomos almoçar outra vez na The Pancake Bakery (a Helena queria mesmo voltar lá). Só às 3 da tarde é que conseguimos encontrar o raio do sítio.

Uma das coisas boas da Holanda é que quase todos falam inglês, mesmo as pessoas mais velhas. Podíamos perguntar a qualquer pessoa pelo caminho que ela perceberia e responderia em inglês perfeito. Todas foram muito simpáticas e prestáveis.

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Interrail Holanda – A melhor foto possível duma panqueca no The Pancake Bakery

Com o desejo da Helena por panqueca de Nutella satisfeito, fomos à estação para ver o horário dos comboios/trens para Berlim. Todos molhados e cansados de andar, entrámos na estação e aconteceu o que eu não esperava na Holanda. A ideia que eu tinha da Holanda era a de um país extrememamente organizado e isso era o que eu esperava da estação de trens/comboios também.

Ao entrar, apercebi-me que tinha de tirar uma senha e esperar pela nossa vez. Só que a máquina das senhas não se via em lado nenhum. Depois de perguntar, lá a encontrei no lado oposto à zona das informações… Lá tirei a senha e começou aquilo que seria uma longa espera.

Havia três funcionários mas levavam imenso tempo a chamar a próxima pessoa, essencialmente porque falavam entre eles antes de chamar o número seguinte e, a não ser que as tarefas deles sejam só felicidade e divertimento, não parecia nada que a conversa fosse sobre trabalho. Para além disso, vimos algumas pessoas que aguardavam por uma oportunidade para furar a fila e esclarecer dúvidas antes dos outros que esperavam já impacientemente.

Durante o tempo que esperámos, dois funcionários fizeram uma pausa e foram tomar um café ou chá, atrasando ainda mais as coisas. Este era o tipo de coisas que eu esperava no meu país, Portugal. Mas, surpreendentemente, de todos os países que visitámos no nosso interrail, a Holanda foi o lugar onde esperámos mais por informações. Ao todo, uma hora e meia! Rabugentos e cansados, voltámos ao apartamento da Ana.

Naquela noite, comprámos as tais coisitas de chocolate (para a Helena) e o jantar num kebab, regressando então ao apartamento para o comer sossegadamente com a Ana e o Sven. Falámos sobre Portugal, Espanha e Holanda. Sobre o bom e o mau destes países e também das particularidades das línguas. Eu adoro a Europa e a sua diversidade!

Também vimos umas fotos antigas e “comprometedoras” do terrível arquivo da Ana, do tempo da universidade. Acabámos a noite a ver filmes estúpidos no YouTube e Takeshi’s Castle na televisão. Afinal, os holandeses têm um sentido de humor apurado. Eu pensava que não, mas o Sven disse que isso era mais uma “coisa de alemães”…

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Interrail Holanda – Amsterdão preparada para a Gay Parade

Foi mesmo simpático conhecer o Sven e falar novamente com a Ana agora que raramente nos vemos. Agradeço-lhes pela simpatia e pelo tempo bem passado em Amsterdão. Adorámo-los aos dois e, claro, o sofá.

Na manhã seguinte, dissemos-lhes adeus e partimos para a estação para entrar no comboio/trem para seguirmos viagem — Interrail Berlim. Esta será a etapa 4 deste Roteiro Interrail – Viagem de trem na Europa.

[Artigo traduzido e adaptado do original em inglês Interrail (Part 3) – The Netherlands.]

O autor deste artigo é o meu amigo Joaquim Rocha, um programador apaixonado de software livre. Habituou-se a viajar desde que começou a aventura de trabalhar em Espanha, depois na Suíça e Alemanha. Agora, mal pode esperar pela próxima viagem ou, até quem sabe, pelo próximo país para viver.

Todos os artigos do Roteiro Interrail na Europa

  1. Interrail França – Paris
  2. Interrail Bélgica – Bruxelas, Gens e Bruges
  3. Interrail Holanda – Amesterdão
  4. Interrail Alemanha – Berlim
  5. Interrail República Checa – Praga
  6. Interrail Alemanha – Munique
  7. Interrail França – O fim

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