Página arquivada em: Aprender sobre Fotografia Digital
O mercado da máquina fotográfica digital é enorme. Mas como se devem analisar as imensas características técnicas de todas? Qual é melhor máquina digital para as suas necessidades? Saiba tudo antes de comprar.
Depois de ter escrito sobre onde comprar máquina digital e de ter chegado à conclusão que a melhor, mais fiável e mais barata loja para máquinas fotográficas (e também câmaras de vídeo, informática, televisão, leitores de mp3) é a líder de mercado Pixmania, decidi analisar a ficha técnica (ou especificações técnicas) de uma máquina digital da Canon, uma das marcas com mais prestígio no mundo da fotografia e a minha preferida. Já tive três (comprei/analisei outras três máquinas da Canon para amigos) e fiquei sempre satisfeito com a minha escolha. Para além da Canon, na Pixmania, ainda se podem comprar marcas como Nikon, Sony, Olympus, Panasonic, Casio, Fuji, Kodak, Samsung, etc..
Para esta análise, escolhi a Canon Powershot A1100 IS por ser barata e, mesmo assim, oferecer algumas funções para quem quer, simplesmente, apontar e disparar (point and shoot). É claro que há melhores máquinas fotográficas no mercado e que a A1100 não se adequa ao fotógrafo entusiasta mas este já saberá fazer as suas escolhas com mais facilidade e só precisará de ler este artigo para confirmar os conhecimentos que possui ou comentar.

Antes das especificações da máquina digital propriamente ditas, a Pixmania faz uma introdução com as características mais atraentes para o público-alvo da Canon Powershot A1100 IS. Salienta sensor CCD de 12 megapixeis, resolução máxima, estabilizador óptico, zoom, processador, tecnologia de reconhecimento de rostos e um modo de escolha de cena chamado auto intelligent.
Mas como é que tudo isto ajuda a comprar máquina fotográfica? Passemos à análise com base nas imagens retiradas da Pixmania.

Basicamente, os vários tipos de máquinas são: ultra-compactas e compactas (a diferença é, essencialmente, o tamanho); Bridge (sensor superior e características mais avançadas, mais pesadas e volumosas por terem uma lente mais versátil com um zoom potente, ainda que não permitam a troca da objectiva); Reflex ou SLR (ainda maiores e mais pesadas, mais avançadas e permitindo usar diferentes lentes macro, telefoto ou zoom, wide ou grande angular,…); Reflex ou SLR profissionais (para quem faz da fotografia o seu trabalho).
Um pixel é a menor unidade de uma imagem digital. Esta máquina digital em concreto pode registar, no máximo, 12.100 pixeis (pontos) em cada foto (1.000 pixeis = 1 megapixel). Mais adiante na ficha técnica, o parâmetro da resolução está expresso na resolução máxima da fotografia, em que ficamos a saber que esta máquina digital capta, respectivamente no comprimento e largura, 4000 x 3000 pixeis (=12.100) .
Mas a corrida à máquina digital com a maior resolução não tem razão de ser. Os fabricantes usam este falso argumento para lançar máquinas fotográficas novas mais caras, atraindo o potencial comprador que pensa, erradamente, que o número de pixeis é a característica mais importante. Na realidade, como se pode comprovar nesta tabela de qualidade ideal de impressão de fotos do site líder de mercado da impressão de fotografias, Foto.com, uma resolução de 3.2 megapixeis é mais do que suficiente para imprimir fotografias de 20 x 30 cm. Hoje em dia, há-de ser difícil encontrar à venda uma máquina fotográfica nova com menos do que 5 megapixeis. Além disso, qual é a percentagem das suas fotografias que imprimiu em vez de as deixar no computador, disco rígido portátil, DVDs ou de as enviar por email?
O número extra de pixeis poderá, no entanto, ser útil para reenquadrar a sua foto. Ou seja, se o zoom óptico não tiver sido suficiente para aproximar o motivo ou se captou algo mais do que queria, poderá cortar a imagem (no computador) consoante as suas preferências e, mesmo assim, manter a resolução num nível suficiente.
De salientar que a resolução apresentada é a máxima. Todas as máquinas digitais têm resoluções intermédias, que permitem poupar espaço em cartão e facilitar o envio de um ficheiro mais pequeno por email.
Só há dois tipos de sensores, CCD e CMOS. Sem entrar em grandes pormenores técnicos (duvido que seja pertinente numa máquina fotográfica compacta), o trabalho do sensor é converter a luz que entra pela objectiva em electrões. Antigamente, existia uma tendência para usar os CCD em máquinas digitais direccionadas para imagens de alta qualidade, com imensos pixeis e uma excelente sensibilidade à luz. Os sensores CMOS eram um pouco inferiores nestas características mas, por outro lado, eram mais baratos e a bateria ou pilhas da máquina fotográfica duravam mais tempo. Hoje em dia, não se deve preocupar muito com o tipo de sensor pois ambos são equivalentes, mas evite as marcas mais baratas com sensores CMOS.
O tamanho físico do sensor pode ser muito importante, especialmente numa máquina digital mais cara ou a um nível profissional. Se compararmos dois sensores com o mesmo número de pixeis (produzem imagens com a mesma resolução) os sensores maiores proporcionam melhor qualidade, especialmente no recorte e na reprodução das cores. Isto acontece porque, quando as células sensíveis estão muito próximas, a carga de cada uma afecta também as suas vizinhas, causando um fenómeno chamado smudging (imagem fica “esborratada”). O tamanho físico do sensor também é determinante para a produção de ruído nas fotos, o efeito “granulado” que se vê nas imagens registadas com valores ISO mais altos.
Recentemente, a Canon deixou de parte o “chamariz” comercial do número de pixeis na minha última máquina fotográfica, Canon S90. O que esta marca fez foi lançar uma máquina com menos pixeis do que a anterior da mesma gama. O sensor é, assim, bastante grande para uma máquina digital compacta e, com uma resolução máxima inferior (mas muito mais do que suficiente) evita o smudging e altos níveis de ruído. Adoro esta máquina!
A grande maioria das câmaras digitais produz imagens no formato 4/3, proporção entre comprimento e largura das fotos. Nas antigas máquinas fotográficas de filme (rolo) as proporções eram de 3/2. Deve-se ter noção desta diferença de proporções ao imprimir fotografias nas tradicionais dimensões de 10 x 15 cm. Não se preocupe a loja de impressão ajuda-o. Também já existem tamanhos apropriados para o formato 4/3 das máquinas digitais. Veja o formato argêntico vs formato numérico.
Este valor não é referido nesta câmara porque é irrelevante. Ele só serve para que, nas máquinas digitais, a partir da distância focal indicada, se obtenha um valor equivalente nas antigas máquinas fotográficas de 35mm (analógicas).
O ISO (ASA) é uma medida standard que indica a sensibilidade do sensor da máquina fotográfica à quantidade de luz disponível. Quanto mais alto for o ISO, mais sensível é o sensor e poderá, assim, tirar fotografias quando há pouca luz. No entanto, terá que lidar com um maior ruído, o tal efeito “granulado”que, por vezes, dá um agradável resultado “dramático” às fotografias. Ou seja, se quiser tirar uma fotografia num lugar onde não puder utilizar o flash ou o motivo não possa ser alcançado por este, aumente o nível ISO. Nesta Canon, como em muitas outras máquinas, existe uma função automática que decide qual o melhor valor para cada situação.

Apenas as máquinas fotográficas mais avançadas possuem um sistema de limpeza da lente.
A função do estabilizador é compensar automaticamente os movimentos do fotógrafo quando este tira a fotografia. Estes movimentos são difíceis de evitar sem um tripé e fazem com que as fotos fiquem desfocadas. Quanto mais zoom fizer e quanto menos luz houver, maior o risco de desfocagem. Existem estabilizadores ópticos, mecânicos e digitais, sendo os dois primeiros claramente superiores.
A distância focal é medida em milímetros e define o quanto se consegue ver a partir de uma lente. Quanto maior o valor, mais “fechado” será o ângulo de visão de uma lente. Quando esse valor é menor, mais “aberto” será o ângulo de visão de uma lente. Quanto maior for a distância entre os dois valores, mais versátil é a objectiva. A distância focal indica, também, o valor mínimo e máximo do zoom. Os fabricantes mencionam o “equivalente em 24×36″ simplesmente para facilitar a comparação com os valores usados nas máquinas fotográficas analógicas (de 35mm). A passagem de um valor para outro obtém-se utilizando o tal coeficiente de multiplicação explicado mais acima.
A abertura da lente (ou objectiva) numa máquina fotográfica digital ou analógica é essencial. O número f indica a capacidade da câmara para captar a luz. A máquina exemplo tem os seguintes valores: f/2,7 em grande-angular (zoom no mínimo, lente aberta) e f/5,6 em teleobjectiva (zoom no máximo, lente fechada). Quanto menores forem ambos os valores, melhor, pois entrará mais luz na objectiva e poderá fotografar com um valor ISO mais baixo, não precisará de estar tão imóvel quando carregar no botão de disparar, não necessitará obrigatoriamente de usar o flash em situações de pouca luz (fotos com cores mais reais). Uns bons valores de abertura são importantíssimos para tirar fotografias dentro de casa ou de noite.
O zoom óptico, normalmente expresso em 3x, 4x, 5x, etc, é outra forma de indicar a distância focal (explicação acima). Corresponde ao número de vezes que a imagem que visualiza na máquina é multiplicada desde o maior ângulo (menos zoom) até ao menor ângulo (mais zoom). Por outras palavras, este valor refere-se à capacidade da lente de aproximar o motivo através do zoom.
O zoom digital faz uma simples ampliação artificial e não real. Quanto mais zoom digital fizer, mais detalhes perderá. Não o use, excepto se o seu objectivo for descobrir o que está lá longe e não conseguir perceber usando apenas o zoom óptimo. O zoom digital é praticamente irrelevante para escolher qual a máquina digital a comprar.
A distância mínima a que consegue tirar uma fotografia nesta máquina digital é de 3 mm. É muito útil para tirar fotos de pormenores, folhas de árvore, insectos e objectos muito pequenos. Corresponde à função macro em muitas máquinas. A distância normal não requer explicações.
Há dois tipos de focagem: a automática e a manual. Na focagem automática temos várias opções (nem sempre disponíveis em todas as máquinas):
A focagem manual não existe em todas as máquinas. É, essencialmente, usada para grandes planos ou no modo macro.
A máquina da Canon que temos estado a ver possui focagem TTL (Through the lens – através da lente) com um ponto ao centro (lock significa que dá para bloquear a focagem para mover a câmara digital enquanto tira fotos de motivos em movimento, poupando no tempo que demoraria a realizar cada focagem). Possui, também focagem multi-area (9 pontos) e detecção de rostos (AiAF).

Pode fazer uma pré-visualização da foto que está prestes a tirar de duas formas: pelo visor óptico ou através do LCD (ecrã de cristais líquidos). O visor óptico é o tradicional, por onde se “espreita” para tirar a foto, vendo-se apenas aquela imagem, sem distracções. Outra vantagem é que poupa bateria ou pilhas. Como desvantagens posso referir que a informação apresentada é limitada quando comparada com a dum LCD e que, por vezes, mostra menos do que o realmente capturado na fotografia. Com os visores electrónicos (live view), no LCD da câmara digital, o fotógrafo dispõe de mais informação mas este consome mais energia e é mais difícil de visualizar quando a luz solar incide directamente sobre si.
Pode, ainda, haver um outro visor electrónico mais pequeno por onde também pode visualizar a fotografia com um olho. Nas máquinas mais avançadas e nas profissionais, o LCD só serve para ver a foto depois de tirada e não para composição. Normalmente, as marcas abdicam do visor óptico por uma questão de (inexistência de) espaço para o colocar nas pequenas máquinas digitais compactas.
Visto não haver distinção relativamente ao material (todos os ecrãs são TFT LCD), é importante saber o tamanho (hoje, quase todos, com 2,5 ou 3 polegadas – um pouco mais de 6 ou 7 centímetros). Quanto maiores, maior será o conforto de utilização. As indicações da Canon exemplo acrescentam outros factores a ter em conta como a resolução (quantos mais pixeis ou pontos, melhor a nitidez e mais visíveis os pormenores) e a cobertura (alguns ecrãs não apresentam 100% da imagem que será capturada).
Algumas máquinas digitais já possuem um ecrã táctil (acesso rápido aos menus) e outras têm um ecrã rotativo que permite tirar fotografias em condições difíceis (por cima duma cerca alta, a partir do nível do chão, auto-retratos,…)
O visor pode ser electrónico ou óptico (explicado mais acima). Esta Canon, como grande parte das máquinas compactas, não tem visor óptico. As que o possuem acrescentam, por vezes, um útil corrector de dioptrias, importante para quem usa óculos e não os consegue aproximar do visor.
Cada marca tem os seus modos de exposição e dá-lhes um nome diferente. O objectivo destes é fornecer ao fotógrafo configurações programadas de fábrica para diversas situações de luz e composição. Os modos desta Canon são: auto, programa, fácil, paisagem, noite, interior, retrato, crianças, vídeo, modos de cena e velocidade lenta. Outras máquinas poderão ter modos de neve, fotografia aérea, praia, fogo de artifício, etc..
Para quem, como eu, gosta de controlar manualmente a sua fotografia, existem máquinas com modos de prioridade à velocidade, prioridade à abertura, e completamente manuais (controla velocidade e abertura de forma independente).
Estes efeitos dizem respeito à tonalidade das cores para dar um “toque” mais artístico. A informação acerca desta máquina fotográfica Canon diz-nos que ela tem 5 modos mas não os especifica. As possibilidades também variam consoante a marca, mas é comum haver afinações com nomes como saturado, neutro, sépia, preto e branco, diapositivo, tom da pele mais claro/mais escuro, azul saturado, verde saturado, vermelho saturado, filme, grão, frio, quente, cor personalizada, etc.. Nunca usei muito estes efeitos. Prefiro tirar a foto normalmente e depois, se achar necessário, trabalhá-la num programa de edição de imagem como o Photoshop.
É a partir da cor branca que a máquina digital faz o equilíbrio das restantes. Mas as cores mudam ao longo do dia e também com as diferentes fontes de luz artificial. Se a máquina fotográfica não conseguir determinar as fontes de luz em questão no seu modo automático, ou se o fotógrafo pretender obter cores mais próximas da realidade, este terá de escolher uma nova opção de balanço de brancos. As especificações técnicas desta Canon indicam-nos que, para além do modo automático, ela possui 6 pré-regulações. No site da marca fiquei a saber que são: Luz do dia, Nublado, Tungsténio, Fluorescente, Fluorescente H e Personalizado (neste último, o fotógrafo aponta para um ponto branco na cena que quer fotografar e regista-o). Noutras câmaras digitais poderá haver, também, Halogéneo, Nublado, Sombra,…

Quase todas as máquinas fotográficas digitais possuem um modo de vídeo com som.
Permite visualizar as suas fotografias numa televisão. Costuma haver uma ligação AV a um aparelho com o sistema NTSC (Estados Unidos,…) ou PAL (Europa, Brasil, etc) mas também já há algumas máquinas com entradas HDMI (para televisões digitais).
A norma é JPEG (o mesmo que JPG). Por vezes é indicado, neste parâmetro, a existência de DPOF (Digital Print Order format), que permite interagir mais facilmente com uma impressora ligada directamente à máquina fotográfica e escolher número de cópias, tamanho do papel, título da foto, orientação, etc…
Veja Resolução, no início deste artigo.
Embora haja vários (MOV, AVCHD Lite, Motion JPEG,…) o mais comum é o AVI. Todos podem ser vistos num computador.
A maioria das máquinas digitais dispõe de 640 x 480, a 30 imagens por segundo. É suficiente para uma máquina fotográfica, cuja principal função é tirar fotografias. O movimento capturado é bastante fluído nesta resolução. Longos filmes esgotam rapidamente a capacidade de armazenamento do seu cartão de memória.
A norma é wave.
O formato do cartão de memória varia consoante o fabricante mas os preços e as performances são semelhantes. Os mais comuns são os Secure Digital (SD), seguidos dos Compact Flash (CF) e dos Memory Stick (exclusivos da Sony). Existem variantes mais rápidas, com mais capacidade ou mais pequenas destes mesmos cartões.
Muito poucas máquinas possuem memória interna porque esta é praticamente inútil tendo em conta o grande tamanho dos ficheiros (fotos) a gravar e o preço acessível de cartões de memória com elevada capacidade.

É o tempo necessário para ligar a máquina, estender a lente, focar e disparar. Uma espécie de “0 aos 100″. Um valor baixo pode ter alguma importância para não perder uma oportunidade de foto que não se repetirá.
Este parâmetro é importante. Deve escolher uma máquina alimentada a bateria ou a pilhas? É uma questão de preferência. Eu já experimentei os dois métodos de alimentação e sou um grande defensor das pilhas. Cansei-me de ter baterias que avariavam ou descarregavam sem explicação aparente. Desde que fiz uma viagem às dunas de Erg Chebbi (em Marrocos) e o hotel desligou o gerador de noite, impossibilitando o recarregar das baterias e fazendo-me perder um dia inteiro de fotos, que me decidi pelas pilhas recarregáveis (PowerEx 2700 mAh, com um tempo de duração incrível). Se, em viagem, lhes acontecer alguma coisa… até no deserto se encontram umas pilhas AA.
Contudo, se virem a minha última máquina fotográfica, Canon S90, vão reparar que é alimentada a baterias… Mas eu queria mesmo esta máquina. Comprei uma bateria extra e… vamos lá ver.
Estes valores são meramente indicativos e variam bastante. As marcas tendem a ser um pouco optimistas nestes números divulgados. Compre as tais pilhas que recomendo ou uma segunda bateria.
Entre as línguas disponíveis nas principais marcas está sempre o português. Nestas especificações técnicas não consta mas no site da Canon está lá.
As características aqui apresentadas são um pouco técnicas ou repetidas. Chamo a atenção para o Histograma (um gráfico que representa a quantidade de luz e sombra de uma imagem) e para a Correcção de olhos vermelhos.
Há já algum tempo que as marcas de aparelhos electrónicos (máquinas fotográficas digitais, telemóveis, etc.) não incluem na embalagem um manual completo em papel mas apenas uma versão simplificada. O argumento é que, dessa forma, se poderá poupar o meio ambiente. O proprietário poderá fazer o download do manual a partir do site do fabricante. Se o quiser imprimir, lá se vai o argumento do papel. Mas as marcas poupam milhões de euros…
Na embalagem da Canon vêm os mais comuns. Um cabo USB para ligar a máquina digital ao computador, um cabo de vídeo para a ligar à televisão, pilhas alcalinas, um pequeno cartão de memória, uma correia para segurar a máquina fotográfica no pulso (use-a sempre) e um CD com alguns programas.
Normalmente todas as marcas fornecem um ou vários programas para gerir as fotografias no seu computador. Neste caso, a Canon disponibiliza o ZoomBrowser (PC) e o ImageBrowser (MAC). Com estes programas poderá fazer download das fotos desde a máquina digital, organizá-las, editá-las, imprimi-las, enviá-las por email. Para além disso, através do seu computador, será capaz de controlar a máquina. O PhotoStitch serve para unir as várias imagens tiradas numa função de assistência a fotografia panorâmica disponível nesta Canon.
Estes dois parâmetros são importantes, especialmente se desejar comprar uma máquina digital que possa trazer sempre consigo.

O obturador é um dispositivo mecânico que abre e fecha, controlando o tempo de exposição à luz do sensor das máquinas digitais (ou do filme nas analógicas). É uma espécie de “cortina” que se abre quando se carrega no disparador. Quanto mais tempo o obturador estiver aberto, mais luz entra. Na Canon em análise, o máximo de tempo de abertura é 15 segundos, o que já lhe permitirá tirar fotografias à noite sem qualquer flash, desde que a câmara digital esteja perfeitamente imóvel. Por outro lado, o mínimo é de 1/1600 de segundo, para “congelar” por completo motivos que se movem rapidamente (fotografias de desporto, água corrente,…).
Nesta Canon Powershot, a velocidade do obturador varia consoante os diversos modos de exposição ou modos de cena. Em máquinas fotográficas mais avançadas, estes valores podem ser alterados manualmente na função Prioridade à Abertura (TV).
O modo de Disparo Contínuo permite tirar uma série de fotografias em sequência sem que o fotógrafo tire o dedo do disparador. É extremamente útil para situações em que o motivo se está a movimentar e/ou há pouca luz. Das muitas fotos que tirar, uma há-de ficar boa. Algumas máquinas fotográficas possuem uma função de bracketing que tira 3 ou mais fotos com exposições diferentes (mais ou menos luz) para que o fotógrafo escolha depois a sua preferida ou para trabalhar uma técnica chamada HDR (High Dynamic Range).
Os valores apresentados aqui correspondem ao número de fotografias que esta câmara digital consegue tirar em cada segundo em que mantiver o disparador carregado. Os números podem variar consoante a resolução.
Na máquina em análise, o modo de Disparo Contínuo só pára quando o cartão estiver cheio. Há câmaras digitais que têm que fazer uma pausa ao fim de um número determinado de disparos porque tiram as fotos mais depressa do que as conseguem gravar no cartão.
Esta função é muito útil se o fotógrafo quiser tirar um auto-retrato ou juntar-se a um grupo de amigos numa fotografia. Para ter tempo de se colocar em posição, retarda o disparo da máquina 2 segundos, 10 segundos… Algumas máquinas fotográficas permitem a personalização do tempo do temporizador e também do número de fotografias a tirar.
Os diferentes modos de disparo do flash são bastante fáceis de perceber. Neste caso existe: auto, on (ligado), off (desligado), redução de olhos vermelhos, sincronização lenta. Esta máquina digigal tem ainda uma função de compensação da exposição com flash via detecção dos rostos (FE), bem como permite montar um flash opcional mais potente e, provavelmente, com maior rapidez de reciclagem.
O alcance do flash varia consoante a posição da lente: grande-angular (zoom no mínimo, aberto) e teleobjectiva (zoom no máximo, fechado). Tenha sempre a noção de que não adianta tirar fotografias com flash a um edifício que está longe ou num concerto (como tantas vezes se vê). O alcance do flash é sempre limitado.
Esta máquina fotográfica não tem esse suporte que, normalmente, se vê na parte superior das mais avançadas. O flash opcional que a Canon Powershot 1100 IS pode usar monta-se de lado, num suporte que se enrosca no orifício inferior destinado ao tripé.
Esta máquina liga-se ao computador através de uma porta USB 2.0 (mais rápida) e permite a impressão directa (Pictbridge) para uma impressora compatível (ligação por cabo, não possui função wireless).
-
Agora já sabe como escolher máquina fotográfica digital e é capaz de perceber os diversos parâmetros a ter em conta e quais aqueles que não têm tanta importância assim. Mas deixo-lhe, ainda, outras dicas para poder escolher melhor a “tal” câmara digital no site da Pixmania.
Se, ainda assim, preferir comprar a sua máquina fotográfica num site que tenha também uma loja mais conhecida, experimente a Fnac. É um pouco mais cara mas pode dar-lhe mais tranquilidade ao comprar, também faz entregas ao domicílio e tem descontos bastante atraentes se tiver o cartão Fnac, chegando mesmo o preço a compensar em relação à Pixmania.
Se considera este artigo útil, comente-o e partilhe-o.
Boas compras e boas fotografias.
Gostou desta viagem? Partilhe-a nos botões acima e veja outras páginas com o mesmo assunto:
February 12th, 2010 on 1:44
Oi. Estou a comprar uma maquina fotográfica digital, mas estou muito em duvida. Não sei como comprar e qual vai resolver o meu problema. Obrigada!!!
February 13th, 2010 on 1:04
Experimente ler os comentários do artigo sobre onde comprar máquina digital e siga os links para encontrar uns bons sites de comparativos. Boas compras.
May 3rd, 2010 on 3:32
Uma coisa que já me estressou nessa vida foi câmeras fotográficas que deram defeito… Valeu pela dica de onde comprar máquina digital…
June 23rd, 2010 on 11:48
Bem…sem palavras!
Para quem não percebe muito de máquinas fotográficas, como é o meu caso, não podia haver melhor ajuda!
Aprendi mais hoje em dez minutos do que em 36 anos de vida. Muito Obrigado.
Deixe um comentário ou pergunta.