Como comprar uma máquina fotográfica digital? Como escolher uma câmara fotográfica digital?
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O mercado das máquinas fotográficas digitais é enorme. Mas como se devem analisar as imensas características técnicas? Qual é melhor máquina digital para as suas necessidades? Saiba tudo o que precisa de ter em conta antes de decidir qual comprar.
Depois de ter escrito sobre onde comprar máquina digital e de ter chegado à conclusão que a melhor, mais fiável e mais barata loja para este tipo de artigo (e também câmaras de vídeo, informática, televisão, leitores de mp3) é a líder de mercado Pixmania, decidi analisar a ficha técnica (ou especificações técnicas) de uma máquina digital da Canon, uma das marcas com mais prestígio no mundo da fotografia e a minha preferida. Já tive duas (comprei/analisei outras três para amigos) e fiquei sempre satisfeito com a minha escolha. Para além da Canon, no site que sugiro, ainda se podem comprar marcas como Nikon, Sony, Olympus, Panasonic, Casio, Fuji, Kodak, Samsung, etc..
Para esta análise, escolhi a Canon Powershot A1100 IS por ter um preço acessível e, mesmo assim, conseguir oferecer uma série considerável de afinações para o utilizador que quer, simplesmente, apontar e disparar (point and shoot). É claro que há melhores máquinas no mercado e que a A1100 não se adequa ao fotógrafo entusiasta mas este já saberá fazer as suas escolhas com mais facilidade e só precisará de ler este artigo para confirmar os conhecimentos que possui ou para comentar e, dessa forma, acrescentar algo útil para mim e para os leitores do Fotoviajar.
Antes das especificações da máquina digital propriamente ditas, a Pixmania começa por fazer uma pequena introdução onde, segundo a loja, estarão as características mais atraentes para o público-alvo da Canon Powershot A1100 IS. Salienta, pois, o sensor CCD de 12 megapixeis, a resolução máxima, o estabilizador óptico, o zoom, o processador, a tecnologia de reconhecimento dos rostos e um modo de escolha de cena chamado auto intelligent.
Mas o que significa tudo isto? Vamos, então, passar à análise com base nas imagens (que pode ampliar) e respondendo a perguntas pertinentes sobre alguns dos parâmetros em causa.
Quais são os tipos de máquinas fotográficas digitais?
Basicamente, os vários tipos de máquinas são: ultra-compactas e compactas (muitas vezes nem se faz a distinção entre estas duas, pois a ligeira diferença entre elas é, essencialmente, o tamanho); Bridge (com um sensor superior e características mais avançadas que as anteriores, mais pesadas e volumosas por terem uma lente mais versátil com um zoom potente, ainda que não permitam a troca da objectiva); Reflex ou SLR (ainda maiores e mais pesadas, mais avançadas e permitindo usar diferentes lentes macro, telefoto ou zoom, wide ou grande angular,…); Reflex ou SLR profissionais (obviamente, para quem faz da fotografia o seu trabalho).
O que é a resolução e qual é a sua verdadeira importância?
Um pixel é a menor unidade de uma imagem digital ou, para ser mais fácil perceber, um ponto. Esta máquina em concreto pode registar, no máximo, 12.100 pontos em cada foto (1.000 pixeis = 1 megapixel). Mais adiante na ficha técnica, o parâmetro da resolução está expresso na resolução máxima da fotografia, em que ficamos a saber que a máquina capta, respectivamente no comprimento e largura, 4000 x 3000 pixeis (se fizer a conta vai ver que dá os tais 12.100) .
Mas a corrida à máquina com a maior resolução não tem razão de ser. Os fabricantes usam este falso argumento para lançar câmaras novas mais caras, atraindo o potencial comprador que pensa, erradamente, que esta é a característica mais importante a ter em conta. Na realidade, como se pode comprovar nesta tabela de qualidade ideal de impressão do site líder de mercado da impressão de fotografias, Foto.com, uma resolução de 3.2 megapixeis é mais do que suficiente para imprimir fotografias de 20 x 30 cm. Hoje em dia, há-de ser difícil encontrar à venda uma máquina nova com menos do que 5 megapixeis. Além disso, qual é a percentagem das suas fotografias que chegou a imprimir em vez de as deixar no computador, disco rígido portátil, DVDs ou de as enviar por email?
O número extra de pixeis poderá, no entanto, ser útil para reenquadrar a sua foto. Ou seja, se o zoom óptico não tiver sido suficiente para aproximar o motivo ou se captou algo mais do que queria, poderá cortar a imagem (já no computador) consoante as suas preferências e, mesmo assim, manter a resolução num nível suficiente.
De salientar, ainda, que a resolução apresentada é a máxima. Todas as máquinas têm resoluções intermédias, que permitem poupar espaço em cartão e facilitar, por exemplo, o envio de um ficheiro mais pequeno por email.
Quais são os tipos de sensores?
Só há dois tipos de sensores, CCD e CMOS. Sem entrar em grandes pormenores técnicos (até porque duvido que seja um parâmetro a considerar numa câmara compacta), o trabalho do sensor é converter a luz que entra pela objectiva em electrões. Há uns tempos atrás, existia uma tendência para usar os CCD em máquinas direccionadas para imagens de alta qualidade, com imensos pixeis e uma excelente sensibilidade à luz. Os CMOS eram um pouco inferiores nas características que referi mas, por outro lado, tinham um preço mais barato e a bateria ou pilhas da máquina duravam mais tempo. Hoje em dia, não se deve preocupar muito com o tipo de sensor pois ambos são equivalentes, mas evite as marcas mais baratas com sensores CMOS.
Qual é a importância do tamanho do sensor?
O tamanho físico do sensor é muito importante mas só o devemos ter em conta a partir de uma máquina digital bastante mais cara do que aquela que estamos a analisar e quase a um nível profissional. Mas, pelo menos por curiosidade, fica aqui aqui uma explicação simplificada. Se compararmos dois sensores com o mesmo número de pixeis (que produzem imagens com a mesma resolução) os sensores maiores proporcionam melhor qualidade, especialmente no recorte e na reprodução das cores. Isto acontece porque, quando as células sensíveis estão muito próximas, a carga de cada uma afecta também as suas vizinhas, causando um fenómeno que, em inglês, se chama smudging (a imagem fica “esborratada”). O tamanho físico do sensor também é determinante para a produção de ruído nas fotos. Este ruído é o efeito “granulado” que se vê nas imagens registadas com valores ISO mais altos. Continue a ler este artigo para compreender melhor este conceito.
Formato
A grande maioria das câmaras digitais produz imagens no formato 4/3, o que equivale à proporção entre o comprimento e a largura das fotografias. Nas antigas máquinas de filme (rolo) as proporções eram de 3/2. Deve-se ter noção desta diferença de proporções ao imprimir fotografias nas tradicionais dimensões de 10 x 15 cm. Não se preocupe porque isto é trabalho da loja de impressão. Além disso, existem já tamanhos apropriados para o formato 4/3. Se quiser saber mais sobre as diferenças entre o formato argêntico e o formato numérico encontra a informação neste artigo.
Coeficiente de multiplicação
Este valor nem sequer é referido com a Canon Powershot A1100 IS porque é irrelevante. Ele só serve para que, nas máquinas digitais, a partir da distância focal indicada, se obtenha um valor equivalente nas antigas máquinas de 35mm (analógicas). Leia a explicação sobre a distância focal, mais adiante.
O que significa o ISO numa máquina fotográfica?
O ISO (antes da era digital denominado por ASA) é uma medida standard que indica a sensibilidade do sensor à quantidade de luz disponível. Quanto mais alto for o ISO, mais sensível é o sensor e poderá, assim, tirar fotografias em situações de pouca luz. No entanto, terá que lidar com um maior ruído, o tal efeito “granulado” de que já falei e que, por vezes, dá um agradável resultado “dramático” às fotografias (este efeito/fenómeno também existe nas máquinas de rolo). Ou seja, se quiser tirar uma fotografia num lugar onde não puder utilizar o flash ou o motivo não possa ser alcançado por este, aumente o nível ISO. Nesta Canon, como em muitas outras máquinas, existe uma função automática que decide, por si, qual o melhor valor para cada situação.
Limpeza
Apenas as máquinas mais avançadas possuem um sistema de limpeza da lente.
Para que serve o estabilizador?
A função do estabilizador, como o próprio nome indica, é compensar automaticamente os movimentos do fotógrafo quando este tira a fotografia. Estes movimentos são difíceis de evitar sem um tripé e fazem com que as fotos fiquem desfocadas. Quanto mais zoom se fizer e quanto menos luz houver, maior o risco de desfocagem. Existem estabilizadores ópticos, mecânicos e digitais, sendo os dois primeiros claramente superiores.
O que é a distância focal e a distância focal equivalente em 24×36?
A distância focal é medida em milímetros e define o quanto se consegue ver a partir de uma lente. Quanto maior o valor, mais “fechado” será o ângulo de visão de uma lente. Quando esse valor é menor, mais “aberto” será o ângulo de visão de uma lente. Quanto maior for a distância entre os dois valores, mais versátil é a objectiva. A distância focal indica, também, o valor mínimo e máximo do zoom. Os fabricantes mencionam o “equivalente em 24×36″ simplesmente para ser mais fácil a comparação com os valores usados nas máquinas fotográficas analógicas (de 35mm). A passagem de um valor para outro obtém-se utilizando o tal coeficiente de multiplicação explicado mais acima.
Qual é a importância dos valores de abertura duma lente?
A abertura duma lente (ou objectiva) é essencial. O número f indica a capacidade da máquina para captar a luz. A máquina que estamos a usar como exemplo tem os seguintes valores: f/2,7 em grande-angular (zoom no mínimo, lente aberta) e f/5,6 em teleobjectiva (zoom no máximo, lente fechada). Quanto menores forem ambos os valores, melhor, pois entrará mais luz na objectiva. Significa isto que pode tirar fotografias com um valor ISO mais baixo (menos ruído ou “granulado”), não precisará de estar tão imóvel quando carregar no botão de disparar, não necessitará obrigatoriamente de usar o flash em situações de pouca luz (produzindo fotos com cores mais reais). Uns bons valores de abertura são importantíssimos para tirar fotografias dentro de casa ou de noite.
O que é o zoom óptico?
É, normalmente, expresso em 3x, 4x, 5x, etc e é outra forma de indicar a distância focal (veja explicação mais acima). Corresponde ao número de vezes que a imagem que visualiza na máquina é multiplicada desde o maior ângulo (menos zoom) até ao menor ângulo (mais zoom). Por outras palavras, este valor refere-se à capacidade da lente de aproximar o motivo através do zoom.
Qual a importância do zoom digital?
O zoom digital faz uma simples ampliação artificial e não real. Quanto mais zoom digital fizer, mais detalhes perderá. Nunca o use a não ser que o seu objectivo seja descobrir o que está lá longe, muito ao fundo, e não consiga perceber usando apenas o zoom óptimo. Este parâmetro é praticamente irrelevante para escolher qual a máquina digital a comprar.
Distância mínima e distância normal
A distância mínima a que consegue tirar uma fotografia nesta máquina é de 3 mm. É muito útil para tirar fotos de pormenores, folhas de árvore, insectos e objectos muito pequenos. Corresponde à função macro em muitas máquinas. A distância normal não requer grandes explicações.
Quais são os tipos de focagem?
Há dois tipos de focagem: a automática e a manual. Na focagem automática temos várias opções (nem sempre disponíveis em todas as máquinas), que passo a explicar utilizando os termos em inglês.
- Single – a máquina foca o motivo numa área central do ecrã. Normalmente, é o modo mais preciso porque é o fotógrafo a decidir onde quer que a máquina foque.
- Continuous (contínuo) – Foca continuamente o motivo, acompanhando-o. É útil quando se quer tirar fotos de algo ou alguém que se mova lentamente.
- Spot – a máquina faz a focagem numa área central muito precisa.
- Multi area – a máquina foca continuamente usando múltiplos pontos focais. Este modo não é muito preciso.
- Face-priority – prioridade à detecção e focagem do rosto do sujeito. Se este se mover, a máquina acompanha-o automaticamente.
A focagem manual não existe em todas as máquinas. É, essencialmente, usada para grandes planos ou no modo macro.
A máquina da Canon que temos estado a ver possui focagem TTL (Through the lens – através da lente) com um ponto ao centro (lock significa que dá para bloquear a focagem para mover a máquina enquanto tira fotos de motivos em movimento, poupando no tempo que demoraria a realizar cada focagem). Possui, também focagem multi-area (9 pontos) e detecção de rostos (AiAF).
Tipo de visualização
Não entrando, mais uma vez, em pormenores técnicos mais avançados, pode fazer uma pré-visualização da foto que está prestes a tirar de duas formas. Pelo visor óptico ou através do ecrã de cristais líquidos (LCD). O visor óptico é o tradicional, por onde se “espreita” para tirar a foto, vendo-se apenas aquela imagem, sem distracções. Outra vantagem é que poupa bateria ou pilhas. Como desvantagens posso referir que a informação apresentada é muito limitada se a compararmos com a que está disponível num LCD e que, por vezes, mostra menos do que o realmente capturado na fotografia. Com os visores electrónicos (live view, como os desta Canon), no LCD, o fotógrafo dispõe de mais informação mas consomem mais energia e são mais difíceis de visualizar quando a luz solar incide directamente sobre eles.
Pode, ainda, haver um outro visor electrónico mais pequeno por onde também pode visualizar a fotografia com um olho. Nas máquinas mais avançadas e nas profissionais, o LCD só serve para ver a foto depois de tirada e não para composição. Normalmente, as marcas abdicam do visor óptico por uma questão de (inexistência de) espaço para o colocar nas pequenas máquinas digitais compactas.
Ecrã
Visto não haver distinção relativamente ao material (todos os ecrãs são TFT LCD), é importante saber o tamanho (hoje serão, quase todos, de 2,5 ou 3 polegadas – um pouco mais de 6 ou de 7 centímetros, respectivamente). Quanto maiores, maior será o conforto de utilização. As indicações da Canon que serve de exemplo acrescentam outros factores a ter em conta como a resolução (quantos mais pixeis ou pontos, melhor a nitidez e mais visíveis os pormenores) e a cobertura (alguns ecrãs não apresentam 100% da imagem que será capturada).
Já há algumas máquinas que possuem um ecrã táctil, o que é apreciado especialmente pelos principiantes que, desta forma, têm um acesso rápido e intuitivo aos diversos menus. Outras ainda, têm ecrãs rotativos que permitem tirar fotografias em condições difíceis (por cima duma cerca alta, a partir do nível do chão, auto-retratos,…)
Características do visor
Pode ser electrónico ou óptico (como foi explicado mais acima). Esta Canon, como grande parte das máquinas compactas, não tem visor óptico. As que o possuem acrescentam, por vezes, um útil corrector de dioptrias, importante para quem usa óculos e não os consegue aproximar do visor.
Modos de exposição
Cada marca tem os seus e dá-lhes um nome diferente. O objectivo destes modos de exposição é fornecer ao fotógrafo configurações programadas de fábrica para diversas situações de luz e composição. Os modos desta Canon são: auto, programa, fácil, paisagem, noite, interior, retrato, crianças, vídeo, modos de cena e velocidade lenta. Outras máquinas poderão ter modos de neve, fotografia aérea, praia, fogo de artifício, etc, etc.
Para quem, como eu, gosta de (ocasionalmente) ter a possibilidade de controlar manualmente a sua fotografia, existem máquinas com modos de prioridade à velocidade, prioridade à abertura, e completamente manuais (este último permite controlar a velocidade e a abertura de forma independente).
Efeitos
Estes efeitos dizem respeito à tonalidade das cores para dar um “toque” mais artístico. A informação acerca da Canon Powershot A1100 IS diz-nos que esta tem 5 modos mas não os especifica. As possibilidades também variam de marca para marca, mas é comum haver afinações com nomes esclarecedores como os seguintes: saturado, neutro, sépia, preto e branco, diapositivo, tom da pele mais claro/mais escuro, azul saturado, verde saturado, vermelho saturado, filme, grão, frio, quente, cor personalizada, etc.. Nunca usei muito estes efeitos. Prefiro tirar a foto normalmente e depois, se achar necessário, trabalhá-la num programa de edição de imagem como o Photoshop.
Balanço dos brancos
É a partir da cor branca que a máquina faz o equilíbrio das restantes. Mas as cores mudam ao longo do dia e também com as diferentes fontes de luz artificial. Se a máquina não conseguir determinar as fontes de luz em questão no seu modo automático, ou se o fotógrafo pretender obter cores mais próximas da realidade, este terá de escolher uma nova opção de balanço de brancos. As especificações técnicas desta Canon indicam-nos que, para além do modo automático, ela possui 6 pré-regulações. Após uma breve investigação no site da marca fiquei a saber que são: Luz do dia, Nublado, Tungsténio, Fluorescente, Fluorescente H e Personalizado (neste último, o fotógrafo aponta para um ponto branco na cena que quer fotografar e regista-o). Noutras máquinas poderá haver, também, Halogéneo, Nublado, Sombra,…
Modo de vídeo
Quase todas as máquinas fotográficas digitais possuem, hoje, um modo de vídeo com som.
Saída TV
Permite visualizar as suas fotografias numa televisão. Costuma haver uma ligação AV a um aparelho com o sistema NTSC (Estados Unidos,…) ou PAL (Europa, Brasil, etc) mas também já há algumas máquinas com entradas HDMI (para televisões digitais mais recentes).
Formatos de ficheiros de fotografia
A norma é JPEG (o mesmo que JPG). Por vezes é indicado, neste parâmetro, a existência de DPOF (Digital Print Order format), que permite ao fotógrafo interagir de uma forma mais fácil com uma impressora ligada directamente à máquina fotográfica e escolher número de cópias, tamanho do papel, título da foto, orientação, etc..
Resolução máxima da fotografia
Veja Resolução, no início deste artigo.
Formatos de ficheiros de vídeo
Embora haja vários (MOV, AVCHD Lite, Motion JPEG,…) o mais comum é o AVI. Todos podem ser vistos num computador.
Resolução máxima de vídeo
A maioria das máquinas dispõe de 640 x 480, a 30 imagens por segundo. É mais do que suficiente para um aparelho cuja principal função é tirar fotografias. O movimento capturado é bastante fluído nesta resolução. Ao fazer longos filmes vai esgotar rapidamente a capacidade de armazenamento do seu cartão de memória.
Formato de ficheiro de som do vídeo
A norma é wave.
Cartão de memória
O formato do cartão de memória varia consoante o fabricante mas os preços e as performances são semelhantes. Os mais comuns são os Secure Digital (SD), seguidos dos Compact Flash (CF) e dos Memory Stick (exclusivos para produtos da Sony). Existem, depois, variantes mais rápidas, com mais capacidade ou mais pequenas destes mesmos cartões.
Memória interna
Muito poucas máquinas possuem memória interna porque esta é praticamente inútil tendo em conta o grande tamanho dos ficheiros (fotos) a gravar e o preço acessível de cartões de memória com elevada capacidade.
Tempo de ligação
É o tempo necessário para ligar uma máquina, estender a lente, focar e disparar. Uma espécie de “0 aos 100″. Um valor baixo pode ter alguma importância para não perder uma oportunidade de foto que não se repetirá.
Possibilidade de alimentação
Este parâmetro é importante. Deve escolher uma máquina alimentada a bateria ou a pilhas? É, realmente, uma questão de preferência. Eu já experimentei os dois métodos de alimentação e sou um grande defensor das pilhas. Cansei-me de ter baterias que avariavam ou descarregavam sem explicação aparente. Desde que fiz uma viagem às dunas de Erg Chebbi (em Marrocos) e o hotel desligou o gerador de noite, impossibilitando o recarregar das baterias e fazendo-me perder um dia inteiro de fotos, que prometi a mim mesmo “máquinas com baterias nunca mais”. Agora uso 8 pilhas recarregáveis PowerEx 2700 mAh que têm um tempo de duração incrível e podem ser usadas noutros aparelhos eléctricos quando não preciso delas na câmara digital. E se, em viagem, lhes acontecer alguma coisa… até no deserto se encontram umas pilhas AA.
Autonomia
Estes valores são meramente indicativos e variam bastante. As marcas tendem a ser um pouco optimistas nos números que divulgam. Compre as tais pilhas que recomendo ou outras recarregáveis de qualidade.
Menus internos
Entre as línguas disponíveis nas principais marcas está sempre o português. Nestas especificações técnicas não consta mas no site da Canon está lá.
Outras funções
As características aqui apresentadas são um pouco técnicas ou repetidas. Chamo a atenção para o Histograma (um gráfico que representa a quantidade de luz e sombra de uma imagem) e para a Correcção dos olhos vermelhos durante e após a fotografia.
Manual de utilização fornecido em papel
Há já algum tempo que as marcas de aparelhos electrónicos (máquinas fotográficas digitais, telemóveis, etc.) não incluem na embalagem um manual completo em papel mas apenas uma versão simplificada. O argumento é que, dessa forma, se poderá poupar o meio ambiente. O comprador/utilizador poderá fazer o download do manual a partir do site do fabricante. Se o quiser imprimir, lá se vai o argumento do papel. Mas as marcas poupam milhões de euros…
Acessórios incluídos
Os que vêm na embalagem da Canon são os acessórios mais comuns. Um cabo USB para ligar a máquina ao computador, um cabo de vídeo para a ligar à televisão, pilhas alcalinas e um pequeno cartão de memória para poder começar a tirar fotografias logo que abra a caixa, uma correia para segurar a máquina no pulso (use-a sempre) e um CD com alguns programas.
Software incluído
Normalmente todas as marcas fornecem um ou vários programas para gerir as fotografias no seu computador. Neste caso, a Canon disponibiliza o ZoomBrowser (para PC) e o ImageBrowser (no caso de ter um MAC). Com o ZoomBrowser (que conheço) poderá fazer download das fotos desde a máquina, organizá-las, editá-las, imprimi-las, enviá-las por email. Para além disso, através do seu computador, será capaz de controlar a máquina. O programa PhotoStitch serve para unir as várias imagens tiradas numa função de assistência a fotografia panorâmica que está disponível nesta Canon.
Dimensões e peso
Tenha em consideração estes dois parâmetros, especialmente se desejar comprar uma máquina digital que possa trazer sempre consigo.
O que é a velocidade do obturador?
O obturador é um dispositivo mecânico que abre e fecha, controlando o tempo de exposição à luz do sensor das máquinas digitais (ou do filme nas analógicas). É uma espécie de “cortina” que se abre quando se carrega no disparador. Quanto mais tempo o obturador estiver aberto, mais luz entra. Na Canon em análise, o máximo de tempo de abertura é de 15 segundos, o que já lhe permitirá tirar fotografias à noite sem qualquer flash, desde que a câmara esteja perfeitamente imóvel. Por outro lado, o mínimo é de 1/1600 de segundo, para “congelar” por completo motivos que se movem rapidamente (ideal para fotografias de desporto, água corrente, etc.).
Na Canon Powershot 1100 IS a velocidade do obturador varia consoante os diversos modos de exposição ou modos de cena que já vimos anteriormente. Contudo, em máquinas mais avançadas, estes valores podem ser alterados manualmente na função Prioridade à Abertura (TV).
O que é o modo bracketing ou de disparo contínuo?
O modo de Disparo Contínuo permite tirar uma série de fotografias em sequência sem que o fotógrafo tire o dedo do disparador. É extremamente útil para situações em que o motivo se está a movimentar e/ou há pouca luz. Das muitas fotos que tirar, uma há-de ficar boa. Algumas máquinas possuem uma função de bracketing que tira 3 ou mais fotos com exposições diferentes (mais ou menos luz) para que o fotógrafo escolha depois a sua preferida.
Os valores apresentados correspondem ao número de fotografias que a máquina tem a capacidade de tirar em cada segundo em que se mantiver o disparador carregado. Os números podem variar consoante a resolução.
Na máquina em análise, o modo de Disparo Contínuo só pára quando o cartão estiver cheio. Há câmaras que têm que fazer uma pausa ao fim de um número determinado de disparos porque tiram as fotos mais depressa do que as conseguem gravar no cartão.
Retardador ou Temporizador
Esta função é muito útil se o fotógrafo quiser tirar um auto-retrato ou juntar-se a um grupo de amigos numa fotografia. Para ter tempo de se colocar em posição, retarda o disparo da máquina 2 segundos, 10 segundos… Algumas máquinas permitem a personalização do tempo do temporizador e, inclusive, do número de fotografias que a máquina tira.
Flash integrado
Os diferentes modos de disparo do flash são bastante fáceis de perceber. Neste caso são: auto, on (ligado), off (desligado), redução dos olhos vermelhos, sincronização lenta. Esta máquina tem ainda uma função de compensação da exposição com flash via detecção dos rostos (FE) bem como permite montar um flash opcional mais potente e, provavelmente, com maior rapidez de reciclagem.
Alcance do flash
O alcance do flash varia consoante a posição da lente: grande-angular (zoom no mínimo, aberto) e teleobjectiva (zoom no máximo, fechado). Tenha sempre a noção de que não vale a pena tirar fotografias com flash a um edifício que está longe ou num concerto (como tantas vezes se vê). O alcance do flash é sempre limitado.
Suporte para flash externo
Esta máquina não tem esse suporte que, normalmente, se vê na parte superior das mais avançadas. O flash opcional que a Canon Powershot 1100 IS pode usar monta-se de lado, num suporte que se enrosca no orifício inferior destinado ao tripé.
Ligações
Ficamos, aqui, a saber que a máquina se liga ao computador através de uma porta USB 2.0 (mais rápida) e que permite a impressão directa (Pictbridge) para uma impressora compatível (terá que se ligar a ela por cabo, pois não possui função wireless).
——-
Agora já está mais informado sobre como escolher uma máquina digital e é capaz de perceber os diversos parâmetros a ter em conta e quais aqueles que não têm tanta importância assim. Mas deixo-lhe, ainda, outras dicas para poder escolher melhor a “tal” câmara digital no site da Pixmania.
- Compare o preço deste site com o de outras lojas (vai ver que qualquer máquina fotográfica digital é muito mais barata na Pixmania). A poupança é, normalmente, de 20 a 25%! E há sempre promoções fantásticas.
- Ao comprar a câmara digital vai precisar de acessórios como bolsas de transporte, cartões de memória, baterias extra ou pilhas recarregáveis, diferentes objectivas para máquinas SLR,… Confirme se não compensa comprar tudo num dos packs propostos.
- Utilize o separador Produtos Semelhantes (que inclui um link para o site do fabricante) e, também, o “Comparómetro” para poder comparar várias máquinas a partir das suas características.
- Se estiver em Lisboa pode deslocar-se à Showroom da Pixmania para ver os artigos em exposição.
- Veja se compensa comprar o Cartão ViPix para obter descontos na máquina que escolher.
- Investigue se a máquina que escolheu não é mais barata noutra cor.
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Boas compras e boas fotografias.
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2 comentários a este post:




February 12th, 2010 on 1:44
Oi. Estou a comprar uma maquina fotográfica digital, mas estou muito em duvida. Não sei como comprar e qual vai resolver o meu problema. Obrigada!!!
February 13th, 2010 on 1:04
Experimente ler os comentários do artigo sobre onde comprar máquina digital e siga os links para encontrar uns bons sites de comparativos. Boas compras.
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